
Meus pensamentos egocêntricos foram desconcertados por uma menina cuja estatura não chegava nem a minha cintura. Primeiro a bolha de sabão: grande, brilhante como só ela; depois a menina dos cabelos cacheados - tinha mais cabelo que altura.
Acho que ela correu atrás da bolhinha de sabão por não saber que iria estourar a qualquer momento... Afinal, pra quê querer algo que vai simplesmente desaparecer em um piscar de olhos?
Ou não. Cada um tem uma bolha de sabão. Ela pode surgir do inesperado, quando lavamos as mãos, por exemplo. Ou podem surgir de uma brincadeira de criança. Quantas bonecas não foram inventadas pela Estrela que faziam bolhinhas de sabão? Apressados, queremos os pés no chão e por mais que seja linda e pura uma bolhinha de sabão, não corremos atrás dela: É perda de tempo.
Invejo a pureza das crianças que gastam suas energias com o fugaz; que desconhecem o tempo e os pés no chão. Melhor é ser aerado, sem rumo, caçando por aí borboletas e bolhinhas. Se estourarem, foi bom enquanto brilharam.



