dimanche 21 juin 2009

Ana e o Mar


Quando o mar
chegou (!),
Ana riu,
se abriu,
sorriu.

Chegou (!), esse mar
e Ana
a cantarolar
cantigas de roda
que rodopiam no ar.

Vento nas asas
voam
Vêm e vão
de avião.

O mar que traz
Sabe o que faz
com Ana.
Ela ri,
se abre e sorri.

Essa Ana!

E o mar se revolta,
diz que faz onda
pra ter Ana de volta.

E nesse vai e volta
E nesse vai e vem
Ana e o mar
provam que amor têm.
Ah, têm!

Tela de Renoir, Au bord de la mer

jeudi 11 juin 2009

Ilumine



Na aurora
que docemente chega
lá fora
eu aqui dentro
sinto frio.

Mas vejo-te na janela
brandos passos
se aproximam quentes
como arrepio.

Abrasador
Abrasa a dor
da saudade
Porque
O amor aqui dentro mora
Agora.

(continuação de Inunde )

Uma amante latina

Se não há sol, fiat lux.
Se há nós dois, sui generis.
Se há amor, nihil obstat.
E porque eu te amo, uti, non abuti!

Luz, ação!

E lá se vai mais um dia
E com ele o sol
E na porfia
De querer que dia seja noite
E que eu seja você,
Beijos são açoite
Para luz,
câmera,
ação.

dimanche 7 juin 2009

Do amor e da eternidade


Se é para existir,
que seja vida

Se é para ser vida,
que seja vivida

Se é para ser vivido,
que seja amor

Se é para ser amor,
que seja eterno

Se é para ser eterno,
que seja com você

Se é para ser com você,
Que a vida seja vivida eternamente com amor.

samedi 6 juin 2009

Ela não é uma mulher de verdade


Ela não tem pernas
não tem sorriso
tem enigma
impreciso

Ela não tem família
não tem religião
tem uma moldura
que não cabe em suas mãos

Ela não tem relógio
não tem tempo
tem idade
correndo com o vento

Ela não é uma mulher de verdade
não é de verdade.
De verdade.